Vereadores de Minas aprovam auxílio-alimentação de R$ 9 mil

Rede social Câmara de vereadores Vereadores de Minas aprovam auxílio-alimentação de R$ 9 mil Apesar da crise fiscal e da precariedade dos serviços públicos, Câmara aprova benefício que aumenta em até três vezes a renda dos parlamentares Em meio ao aperto fiscal enfrentado por pequenos municípios mineiros, os vereadores de São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, aprovaram uma nova lei que institui um auxílio-alimentação de R$ 700 mensais para os próprios parlamentares. O privilégio será pago em 13 parcelas ao longo do ano, com valor dobrado em dezembro (décimo terceiro), totalizando R$ 9.100 por vereador anualmente. A medida, que pode entrar em vigor com efeito retroativo a 1º de maio de 2025, tem potencial para gerar um custo superior a R$ 100 mil por ano aos cofres públicos — em um município com pouco mais de 30 mil habitantes e carências históricas em áreas essenciais como saúde, mobilidade urbana e saneamento básico. Salto na renda dos vereadores Dos 11 vereadores eleitos em 2024, a média de renda declarada à Justiça Eleitoral era de R$ 4 mil mensais. Hoje, com os vencimentos parlamentares fixados em R$ 10 mil e, agora, somados ao novo auxílio, os vereadores passaram a ganhar, de forma direta e indireta, quase três vezes mais do que informaram durante a campanha. Além do aumento real de renda, o regime de trabalho dos parlamentares é não exclusivo — ou seja, eles podem manter outras ocupações e não precisam cumprir expediente diário. Em São Joaquim de Bicas, as sessões da Câmara ocorrem apenas uma vez por semana, à noite. Juristas criticam “privilégio disfarçado de direito” Especialistas em direito público e controle institucional ouvidos pelo o Vai na Fonte classificam o auxílio como uma forma indireta de elevar a remuneração dos parlamentares, sem transparência nem critérios técnicos. “ Estamos diante de um caso clássico de privilégio disfarçado de direito. Não há qualquer justificativa plausível para esse gasto em uma cidade com baixa arrecadação e serviços básicos deficitários”, afirma o jurista Ítalo Samuel Jesus, que também atua como consultor da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O pagamento do benefício é feito automaticamente, junto ao salário, sem necessidade de prestação de contas. Como é classificado como “indenizatório”, o auxílio não é tributado e não conta para o teto constitucional de remuneração no serviço público. Enquanto isso, a população enfrenta filas, abandono e falta de serviços básicos. Em bairros como Vila Rica, Nazaré e Fundão, moradores relatam dificuldades para marcar consultas médicas, escassez de medicamentos na rede pública e ruas sem pavimentação e tomadas por buraco e sem manutenção há meses. Retrocesso moral em nome do “direito” Defensores da medida argumentam que o valor do auxílio é o mesmo concedido aos servidores efetivos da Câmara. No entanto, especialistas apontam diferenças fundamentais entre as funções. “ É um argumento falacioso. Servidores têm carga horária obrigatória, registro de ponto, metas e produtividade. Parlamentares de cidades pequenas atuam em regime flexível. Igualar essas funções é desonesto com o contribuinte”, explica a advogada Carolina Carneiro Lopes, especialista em Direito do Trabalho e Direito Público, que também é consultora da Procuradoria do Trabalho em Minas Gerais (MPT). A advogada explica que a função do vereador é legislar e fiscalizar, mas que, em cidades menores, essa demanda é muito reduzida — o que permite aos parlamentares exercerem as profissões que já mantinham antes de serem eleitos. Por isso, segundo ela, não há justificativa para a concessão de privilégios como o auxílio-alimentação. Autor da reportagem: Rodrigo Lopes Jornalista Trabalhou na TV Record, O Globo, Conveiro Brasiliense, Hoje Em Dia, Jornal do Brasil, Isto É e o Estado de Minas. Foi vencedor do Prêmio Esso e do Prêmio Vladimir Herzog, um salário dos deputados estaduais em 2001 pelo Jornal Estado de Minas, é ganhador do Prêmio Esso Mensalão Tucano em 2005 pelo Globo Envelope Recent Posts All Post Economia Empresa Esporte Justiça Politica Sociedade Violência Vereadores de Minas aprovam auxílio-alimentação de R$ 9 mil julho 15, 2025 Derrota de Bolsonaro: tarifaço enterra PL da Anistia na Câmara julho 15, 2025 PT elege novo presidente; Edinho é o favorito com apoio de Lula julho 11, 2025 Categories Esporte (2) Justiça (1) Politica (5) Sociedade (1) Uncategorized (1) Edit Template Você pode querer ler também CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 A Odisseia dos Tontos: prefeitos fazem turismo em Israel -julho 11, 2025 R$ 80 mil por ano para “alimentar” os vereadores O investimento de mais de R$ 100 mil anuais apenas com o auxílio-alimentação dos parlamentares equivale, por exemplo, à construção de dois postos de saúde simplificados ou à ampliação da rede de coleta de esgoto em regiões periféricas. A falta de critérios objetivos para a concessão do benefício, somada ao histórico de corrupção e à baixa exigência funcional dos vereadores, aprofunda o distanciamento entre o poder público e os interesses reais da população. A nova lei não prevê mecanismos de controle, não exige comprovação de gasto com alimentação e tampouco impõe limites de renda para a concessão — o que permite que até vereadores com empresas, propriedades rurais ou outras fontes de renda acessem o valor integral. Histórico de corrupção e impacto social A aprovação do benefício reacende o debate sobre a moralidade dos gastos do Legislativo municipal — e não é o primeiro episódio polêmico envolvendo a Câmara de São Joaquim de Bicas. Em 2016, cinco vereadores foram condenados à prisão por integrarem um esquema de corrupção que beneficiava empresas com interesses na cidade. Na ocasião, a Justiça mineira identificou a existência de uma organização criminosa estruturada dentro da própria Casa Legislativa. Foi encaminhada uma mensagem ao celular do presidente da Câmara, Edilson Gouveia(PP), mas até o momento ele não respondeu. O espaço permanece aberto para manifestação da Câmara Municipal Mais lidas CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 Mais recentes PT elege novo presidente; Edinho é

Derrota de Bolsonaro: tarifaço enterra PL da Anistia na Câmara

Derrota de Bolsonaro: tarifaço enterra PL da Anistia na Câmara

GOV Trump e Bolsonaro Derrota de Bolsonaro: tarifaço enterra PL da Anistia na Câmara Com receio de retaliação e desgaste político, aliados recuam e projeto de perdão aos golpistas de 8 de janeiro deve seguir engavetado na Câmara A ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros já começa a gerar derrotas para o clã Bolsonaro em Brasília — e não apenas na esfera econômica. Nos bastidores do Congresso, líderes do centrão passaram a admitir a possibilidade de enterrar um dos projetos mais sensíveis articulados por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro: o Projeto de Lei da Anistia, que propõe o perdão aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A proposta vinha sendo costurada desde o início do ano por parlamentares ligados ao PL, com apoio informal do Centrão, e tinha como objetivo aliviar as penas de centenas de manifestantes já condenados. Nos cálculos da oposição, o projeto poderia ser votado ainda neste ano. Mas a ofensiva comercial de Trump congelou as articulações. Lideranças do Centrão, ouvidas sob reserva, reconhecem que “não há clima” para colocar a anistia em pauta enquanto o governo federal tenta gerenciar a crise internacional com os Estados Unidos — um parceiro comercial estratégico e, até pouco tempo atrás, considerado “governo irmão” pelo bolsonarismo. Misturar os dois temas, avaliam, poderia transformar um impasse diplomático em escândalo político. Manobra nos bastidores: nova versão da anistia em construção Mesmo com o projeto travado, fontes do Vai na Fonte confirmaram que uma versão alternativa do PL da Anistia está sendo negociada discretamente. Participam da costura o deputado Hugo Motta (Republicanos), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), e o próprio Bolsonaro, que acompanha os bastidores por meio de interlocutores. O novo texto prevê a retirada de dois agravantes das penas impostas aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, o que abriria margem para a progressão de regime para o semiaberto ou até o aberto. A proposta, no entanto, restringiria o benefício apenas a quem esteve fisicamente na Esplanada dos Ministérios no dia 8 de janeiro — deixando de fora os financiadores e articuladores intelectuais da tentativa de golpe. Apesar da limitação, aliados do ex-presidente preparam um destaque para incluir Jair Bolsonaro entre os possíveis beneficiados, mesmo sem sua presença no local no dia dos atos. A articulação seria feita por meio da tese de “perseguição judicial” e do “caráter político” das condenações. Autor da reportagem: Rodrigo Lopes Jornalista Trabalhou na TV Record, O Globo, Conveiro Brasiliense, Hoje Em Dia, Jornal do Brasil, Isto É e o Estado de Minas. Foi vencedor do Prêmio Esso e do Prêmio Vladimir Herzog, um salário dos deputados estaduais em 2001 pelo Jornal Estado de Minas, é ganhador do Prêmio Esso Mensalão Tucano em 2005 pelo Globo Envelope Recent Posts All Post Economia Empresa Esporte Justiça Politica Sociedade Violência Derrota de Bolsonaro: tarifaço enterra PL da Anistia na Câmara julho 15, 2025 PT elege novo presidente; Edinho é o favorito com apoio de Lula julho 11, 2025 Nikolas irrita clã Bolsonaro ao se aproximar de Tarcísio Freitas julho 11, 2025 Categories Esporte (2) Politica (4) Uncategorized (1) Edit Template Você pode querer ler também CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 A Odisseia dos Tontos: prefeitos fazem turismo em Israel -julho 11, 2025 Planaltos em choque: um comitê para conter o estrago Enquanto o Legislativo recua, o Palácio do Planalto tenta assumir o controle da situação. Nesta semana, o governo federal anunciou a criação de um comitê interministerial para formular uma resposta oficial à medida adotada por Trump. A pressão é grande: setores da indústria e da agropecuária alertam para o risco de prejuízos bilionários caso a tarifa seja mantida. A equipe de Lula quer evitar que a crise se transforme em pretexto para radicalização da oposição, ou que o Planalto seja responsabilizado por eventual retaliação comercial. O clima de cautela contaminou até parlamentares da extrema direita, que passaram a evitar discursos mais agressivos contra os Estados Unidos. Anistia travada, custo político em alta Antes da ofensiva de Trump, a oposição se movimentava para aprovar o projeto de anistia com apoio do Centrão, que enxergava na proposta uma chance de barganha com o governo federal. Agora, mesmo os defensores mais ferrenhos da medida admitem que o cenário mudou. A anistia perdeu prioridade. Ganhou peso político. E virou um problema A ironia não passa despercebida: o bolsonarismo, que sempre se alinhou incondicionalmente ao trumpismo, agora vê seus próprios planos bloqueados por aquele que ajudaram a promover como símbolo global de resistência à democracia. A mesma mão que aplaudiram agora os empurra para o limbo político. E o que antes era tratado como “direito à anistia”, hoje se tornou uma moeda cara demais para ser gasta no meio de uma crise internacional. Mais lidas CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 Mais recentes Nikolas irrita clã Bolsonaro ao se aproximar de Tarcísio Freitas Byfinanceiro@skillmarketing.com.br-julho 11, 2025 Tarifa de Trump acende alerta no PL e ameaça reduto bolsonarista Byfinanceiro@skillmarketing.com.br-julho 11, 2025

Tarifa de Trump acende alerta no PL e ameaça reduto bolsonarista

Rede social Trump, Eduardo e Bolsonaro Tarifa de Trump acende alerta no PL e ameaça reduto bolsonarista Novidade anunciada pelo governo dos EUA cria oportunidade de reaproximação entre Lula e setor ruralista A decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma  tarifa de 50% sobre produtos brasileiros escancarou fissuras dentro do Partido Liberal (PL) e acendeu alertas no agronegócio — setor que constitui a espinha dorsal da base política e eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump como resposta à possível condenação de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), tem potencial para desestabilizar a já tensa relação entre o bolsonarismo e setores produtivos. Nos bastidores, parlamentares e empresários ruralistas classificam a decisão como um “tiro no pé”. Com moderação rara, o senador Rogério Marinho (PL), líder da oposição no Senado, rompeu o silêncio e expôs a inquietação: “Temos um problema objetivo. A medida afeta diretamente produtores, cadeias produtivas e o bolso da população”. Lula pode capitalizar desgaste da direita Paradoxalmente, o tarifaço pode beneficiar politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ministros como Carlos Fávaro (Agricultura) e Fernando Haddad (Fazenda) têm intensificado conversas com representantes do setor agroexportador, oferecendo uma espécie de “ponte de diálogo” em meio à crise. “ É o mesmo roteiro dos anos 2000: o PT herda um ambiente hostil do setor empresarial, mas ganha espaço quando a direita comete erros estratégicos. Trump e Bolsonaro podem ter dado um tiro no pé” , avalia um ex-ministro da Agricultura ouvido pela Vai na Fonte. A tentativa de reaproximação ocorre em um momento em que o agro enfrenta incertezas com a economia chinesa e precisa diversificar mercados. A tensão com os EUA, seu segundo maior parceiro comercial, agrava a necessidade de interlocução com o governo federal. Ala ideológica do PL vibra, mas pragmáticos recuam A divisão dentro do bolsonarismo ficou evidente. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL) comemorou abertamente a decisão de Trump, classificando-a como uma “resposta clara e inequívoca contra a censura” no Brasil. Para a ala ideológica do PL, a retaliação representa uma sinalização política da extrema-direita internacional. No entanto, parlamentares ligados ao agronegócio veem o gesto como imprudente e prejudicial. Reservadamente, deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária admitem que a postura de Eduardo agrava o desgaste com empresários, que temem prejuízos imediatos com a ruptura de contratos e a imposição de preços não competitivos no mercado internacional. Jair Bolsonaro, por sua vez, adotou o silêncio estratégico. Sem mencionar a sobretaxa, limitou-se a publicar uma citação bíblica nas redes sociais. A mensagem genérica foi interpretada como tentativa de fugir do debate econômico e preservar seu discurso entre fiéis e apoiadores mais radicais. Altineu tenta culpar Lula, mas evidências contradizem narrativaNa tentativa de conter o desgaste, o deputado Altineu Côrtes (PL), primeiro vice-presidente da Câmara e aliado de confiança do clã Bolsonaro, tentou atribuir a culpa ao presidente Lula. Em entrevista, responsabilizou o Planalto por “confrontar os Estados Unidos” e provocar instabilidade. “O dólar subiu, a bolsa caiu, e quem paga essa conta é o povo” , disse. O discurso, no entanto, colide com informações de bastidores e apurações do Itamaraty. Fontes diplomáticas confirmam que houve articulação direta de assessores bolsonaristas junto ao entorno de Trump para que o ex-presidente americano adotasse sanções comerciais. A motivação: desgastar Lula no exterior e provocar uma crise econômica interna que sirva de combustível para 2026. Efeitos econômicos podem atingir redutos eleitorais de BolsonaroEspecialistas em comércio exterior alertam que a tarifa de 50% pode causar retração nas exportações de carne, soja, milho, celulose e produtos industrializados. Os impactos devem ser mais severos no Centro-Oeste e no Sul — regiões onde Bolsonaro obteve suas maiores votações em 2018 e 2022. “É o típico caso de política externa ideológica produzindo prejuízo econômico direto. A conta vai chegar logo, e será cobrada justamente dos setores que mais apoiaram Bolsonaro”, afirma um consultor que acompanha negociações comerciais entre Brasil e EUA. Empresários e cooperativas rurais já sinalizam insatisfação. Alguns grupos, inclusive, iniciaram aproximações discretas com o governo federal, em busca de alternativas para manter exportações viáveis.   Autor da reportagem: Rodrigo Lopes Jornalista Trabalhou na TV Record, O Globo, Conveiro Brasiliense, Hoje Em Dia, Jornal do Brasil, Isto É e o Estado de Minas. Foi vencedor do Prêmio Esso e do Prêmio Vladimir Herzog, um salário dos deputados estaduais em 2001 pelo Jornal Estado de Minas, é ganhador do Prêmio Esso Mensalão Tucano em 2005 pelo Globo Envelope Recent Posts All Post Economia Empresa Esporte Justiça Politica Sociedade Violência Tarifa de Trump acende alerta no PL e ameaça reduto bolsonarista julho 11, 2025 A Odisseia dos Tontos: prefeitos fazem turismo em Israel julho 11, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira julho 11, 2025 Categories Esporte (2) Politica (1) Uncategorized (1) Edit Template Você pode querer ler também Tarifa de Trump acende alerta no PL e ameaça reduto bolsonarista -julho 11, 2025 A Odisseia dos Tontos: prefeitos fazem turismo em Israel -julho 11, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 Trump ameaça escalar conflito; Brasil avalia reação Donald Trump, ameaçou aumentar ainda mais a tarifa caso o Brasil opte por retaliar. A escalada preocupa autoridades brasileiras, que avaliam levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC) ou acionar apoio diplomático junto à União Europeia e países da América Latina. A carta pública divulgada por Trump, na qual classifica o julgamento de Bolsonaro como “caça às bruxas” e defende as big techs contra o Judiciário brasileiro, foi interpretada no Planalto como um movimento de ingerência direta.  Conclusão: quando a retaliação vira boomerang A tentativa da ala bolsonarista de vender uma narrativa de perseguição internacional pode ter saído pela culatra. Ao estimular um aliado estrangeiro a punir economicamente o Brasil em nome de um réu do STF, o grupo expôs sua própria base produtiva a uma crise comercial sem precedentes — e abriu espaço para Lula reposicionar seu governo junto a um setor que historicamente o rejeitava. O tarifaço, que nasceu como ataque político, pode terminar como divisor eleitoral. E a conta, inevitavelmente, vai cair no

CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição

CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição Comissão nasce sob disputa por cargos estratégicos e risco de virar palco político, enquanto fraudes na Previdência ficam em segundo plano Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil INSS Nem bem foi instalada, e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que promete investigar fraudes no INSS , carrega nas costas o peso de um campo de batalha. Não entre delegados e fraudadores. Mas entre governo e oposição, cada qual com seus generais. A comissão, que só deve começar a atuar em agosto, deixou claro que pouco terá de técnica — e muito de teatro. A comissão, que só deve começar a atuar em agosto, deixou claro que pouco terá de técnica — e muito de teatro. Os corredores do Congresso Nacional são testemunhas de um xadrez de articulações, promessas e sabotagens, onde o verdadeiro objetivo não é descobrir a verdade sobre desvios bilionários na Previdência, mas, sim, decidir quem comanda a narrativa e quem será exposto ao fogo cruzado da opinião pública. Omar Aziz: o escudo do governo Do lado do Planalto, a movimentação começou cedo. O nome de Omar Aziz, senador pelo PSD do Amazonas, desponta como favorito à presidência da comissão. Aziz conhece o tabuleiro: comandou a CPI da covid, em 2021, com uma condução considerada firme e equilibrada. Sua escolha é estratégica. O governo Lula sabe que, com Aziz no comando, poderá ditar o ritmo das investigações — ou, se preciso, desacelerá-las até a inércia. Não é à toa que o senador circula por gabinetes com a tranquilidade de quem já tem metade da partida vencida. Já o PT confirmou os nomes dos deputados Paulo Pimenta   — ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência — e Alencar Santana(SP) para compor a comissão. A federação PT – PCdoB – PV será representada por  Rogério Correia (PT-) e Orlando Silva (PCdoB). Nikolas e Damares: o duelo bolsonarista Do outro lado da trincheira, a oposição bolsonarista já fez suas apostas. Damares Alves, ex-ministra e senadora pelo Republicanos, foi uma das primeiras a garantir vaga. Ao seu lado, a deputada Coronel Fernanda (PL), responsável por recolher as assinaturas que viabilizaram a CPI. Mas o nome que mais preocupa o governo atende por Nikolas Ferreira (PL). Deputado federal mais votado do Brasil em 2022, Nikolas é inflamável. Tem a verve dos agitadores e a lealdade dos convertidos. Caso assuma a relatoria — cargo que controla o conteúdo final do relatório —, a CPMI pode deixar de lado a tecnicidade e se tornar uma arena de acusações, vídeos virais e embates ideológicos. Uma CPI forçada e uma estratégia reciclada O governo tentou resistir. Buscou minar o avanço da CPI, alertando aliados de que, uma vez instalada, ela poderia abrir caminho para escândalos reais ou fabricados. Mas o cerco se fechou. Até parlamentares da base assinaram o pedido — e o Palácio foi obrigado a mudar de estratégia. A nova ordem foi clara: não mais impedir, mas dominar. Como na CPI dos Atos de 8 de Janeiro, a tática agora é ocupar cargos-chave, enterrar requerimentos inconvenientes e controlar as pautas. Tabata Amaral (PSB), ligada ao vice-presidente Alckmin, é também cotada para a relatoria como plano B. A ideia é suavizar os holofotes e reduzir o calor. O poder de engavetar verdades Em CPIs, a presidência é mais do que simbólica: é o trono de onde se governa a investigação. O presidente decide quem será ouvido, o que será votado e quando. Pode acelerar convocações ou simplesmente ignorá-las. Pode transformar um escândalo em manchete — ou enterrá-lo sem cerimônia. É por isso que a disputa por essa cadeira se tornou o foco. Não se trata apenas de quem vai “investigar”. Trata-se de quem terá o direito de escolher o que vale a pena ser investigado. A fraude que virou figurante Enquanto senadores e deputados disputam bastidores com voracidade, o tema que justificou a existência da CPMI parece cada vez mais distante. As fraudes no INSS, que drenam bilhões dos cofres públicos e envolvem redes de criminosos infiltradas em órgãos federais, seguem à margem da pauta — como se fossem um detalhe incômodo em meio ao espetáculo político. A comissão, composta por 30 titulares e igual número de suplentes, pode se tornar mais um monumento à teatralidade do Congresso. O risco é que, ao fim dos trabalhos, tenhamos discursos inflamados, vídeos cortados para as redes sociais — e nenhum centavo recuperado para os cofres públicos. Epílogo de um enredo previsível A CPMI do INSS pode se tornar uma investigação exemplar. Pode revelar esquemas, responsabilizar culpados e reforçar a integridade da Previdência. Mas, para isso, precisaria de algo raro em Brasília: compromisso com o interesse público acima das guerras eleitorais. Por enquanto, tudo indica que a comissão seguirá o enredo de sempre: começa com promessas de apuração séria, se afunda em disputas partidárias e termina em silêncio — com as fraudes intactas e os culpados ainda impunes. Autor da reportagem: Rodrigo Lopes Jornalista Trabalhou na TV Record, O Globo, Conveiro Brasiliense, Hoje Em Dia, Jornal do Brasil, Isto É e o Estado de Minas. Foi vencedor do Prêmio Esso e do Prêmio Vladimir Herzog, um salário dos deputados estaduais em 2001 pelo Jornal Estado de Minas, é ganhador do Prêmio Esso Mensalão Tucano em 2005 pelo Globo Envelope Recent Posts All Post Economia Empresa Esporte Justiça Politica Sociedade Violência CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição julho 10, 2025 Dream Life in Paris Questions explained agreeable preferred strangers too him her son. Set put shyness offices his females him distant. Explore More Categories Uncategorized (1) Edit Template Você pode querer ler também CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Mais lidas CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Mais recentes No Posts Found!

Nikolas irrita clã Bolsonaro ao se aproximar de Tarcísio Freitas

Câmara dos Deputados Deputado Nikolas Ferreira Nikolas irrita clã Bolsonaro ao se aproximar de Tarcísio Freitas Ausência em ato na Paulista, silêncio sobre Trump e atenção da cúpula do PL ao deputado alimentam ciúmes e suspeitas O deputado federal Nikolas Ferreira(PL) passou a ser monitorado com desconfiança por integrantes da família Bolsonaro e aliados próximos ao ex-presidente. O motivo seriam movimentos recentes do parlamentar em direção ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visto nos bastidores como possível alternativa de liderança à direita caso Jair Bolsonaro  permaneça inelegível. Além da aproximação com Tarcísio, Nikolas tem ganhado atenção da cúpula do PL, especialmente do presidente da legenda, Valdemar da Costa Neto. Esse destaque incomodou Eduardo Bolsonaro (PL), que está licenciado do mandato e desde fevereiro reside nos Estados Unidos, onde atua em defesa do pai e na tentativa de obter apoio internacional contra decisões do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Segundo fontes próximas ao partido, Eduardo teria demonstrado incômodo com o tratamento diferenciado dado a Nikolas, ao passo que o PL não oferece suporte financeiro direto à sua permanência e atuação nos EUA. Postagens e ausência em ato geraram atritos O desconforto se intensificou após Nikolas não comparecer ao ato bolsonarista na Avenida Paulista, realizado em 29 de junho. O deputado justificou sua ausência por conta de um casamento em Belo Horizonte. Mesmo assim, foi criticado por aliados do ex-presidente, que esperavam maior engajamento na mobilização. Outro ponto de tensão foi a demora de Nikolas em repercutir uma publicação do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que fez uma defesa pública de Jair Bolsonaro na rede Truth Social. A postagem foi considerada estratégica por bolsonaristas que atuam internacionalmente, como o jornalista e influenciador Paulo Figueiredo, que reside nos Estados Unidos e é aliado de Eduardo. Em vez de amplificar a fala de Trump, Nikolas optou por divulgar um vídeo com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com foco em sua visita à ex-presidenta argentina Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar. A escolha foi interpretada por figuras do entorno bolsonarista como um desvio do foco considerado prioritário naquele momento: a mobilização internacional em favor do ex-presidente.   Autor da reportagem: Rodrigo Lopes Jornalista Trabalhou na TV Record, O Globo, Conveiro Brasiliense, Hoje Em Dia, Jornal do Brasil, Isto É e o Estado de Minas. Foi vencedor do Prêmio Esso e do Prêmio Vladimir Herzog, um salário dos deputados estaduais em 2001 pelo Jornal Estado de Minas, é ganhador do Prêmio Esso Mensalão Tucano em 2005 pelo Globo Envelope Recent Posts All Post Economia Empresa Esporte Justiça Politica Sociedade Violência Nikolas irrita clã Bolsonaro ao se aproximar de Tarcísio Freitas julho 11, 2025 Tarifa de Trump acende alerta no PL e ameaça reduto bolsonarista julho 11, 2025 A Odisseia dos Tontos: prefeitos fazem turismo em Israel julho 11, 2025 Categories Esporte (2) Politica (2) Uncategorized (1) Edit Template Você pode querer ler também Nikolas irrita clã Bolsonaro ao se aproximar de Tarcísio Freitas -julho 11, 2025 Tarifa de Trump acende alerta no PL e ameaça reduto bolsonarista -julho 11, 2025 A Odisseia dos Tontos: prefeitos fazem turismo em Israel -julho 11, 2025 Disputa por espaço dentro do PL e da direita Nos bastidores, os episódios refletem uma disputa por protagonismo dentro da ala bolsonarista do Partido Liberal. Nikolas, que se elegeu com apoio de Bolsonaro e é um dos deputados mais seguidos nas redes sociais, tem adotado postura mais autônoma, sem se alinhar automaticamente às diretrizes da família do ex-presidente. Já Eduardo, mesmo atuando fora do país, busca manter a liderança sobre as articulações internacionais e a linha discursiva do bolsonarismo, especialmente nas plataformas digitais. A aproximação de Nikolas com Tarcísio de Freitas, que tem evitado confrontos diretos com o Judiciário e tenta se manter como uma liderança viável da direita institucional, é vista por aliados de Bolsonaro como um sinal de distanciamento político. Por ora, não há declarações públicas diretas entre as partes, mas o tom dos bastidores e as manifestações nas redes sociais indicam uma divisão crescente no campo bolsonarista, com possíveis impactos nas estratégias eleitorais de 2026. Mais lidas CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 Mais recentes A Odisseia dos Tontos: prefeitos fazem turismo em Israel Byfinanceiro@skillmarketing.com.br-julho 11, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira Byfinanceiro@skillmarketing.com.br-julho 11, 2025

PT elege novo presidente; Edinho é o favorito com apoio de Lula

Cláudio Gatt Ex-ministro Edinho Silva PT elege novo presidente; Edinho é o favorito com apoio de Lula O nome do ex-prefeito de Araraquara seria o da continuidade, da confiança do presidente da República e da estabilidade partidária rumo a 2026 O Partido dos Trabalhadores  (PT) entra neste domingo em um momento decisivo de sua trajetória: após 12 anos sem eleições diretas para sua presidência nacional, mais de 1,6 milhão de filiados estão aptos a votar no novo dirigente que conduzirá o partido nos próximos quatro anos — um ciclo estratégico que culmina na eleição presidencial de 2026. Com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva, é o nome da estabilidade e do alinhamento entre partido e governo. Ligado à corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), Edinho representa a continuidade da linha política que garantiu ao PT vitórias eleitorais e capacidade de articulação nacional, inclusive nos momentos mais difíceis da história recente da legenda. Lula, CNB e a engrenagem partidária rumo a 2026 A candidatura de Edinho não é apenas simbólica — ela traduz o desejo de Lula de ter no comando do partido alguém de sua mais estrita confiança, com capacidade de articulação institucional, gestão política e comunicação com a base. Se eleito, Edinho será um dos principais pilares da construção do projeto de reeleição de Lula. Sua missão será manter a legenda coesa, ativa nas redes e presente nos territórios populares, ao mesmo tempo em que fortalece a bancada no Congresso Nacional e protege o governo dos ataques da extrema direita. A CNB, corrente histórica do PT, aposta na maturidade política de Edinho e na unidade como resposta aos tempos de instabilidade e polarização. O momento exige firmeza e organização — e não aventuras retóricas ou disputas simbólicas internas. Rui Falcão representa um retorno ao passado Do outro lado da disputa está o deputado federal Rui Falcão, de 81 anos, que tenta resgatar uma visão nostálgica do PT — mais voltada para o debate ideológico e menos para a governabilidade real. Apesar de afirmar que não se coloca contra Lula, Falcão representa setores que, na prática, defendem um PT com menor vínculo com o governo, mais independente e mais centrado em discursos que pouco dialogam com a conjuntura real. Sua candidatura tem valor histórico, mas pouca viabilidade política diante da atual correlação de forças internas. Falcão já presidiu o PT por duas vezes, foi relevante em sua época, mas hoje enfrenta um partido mais complexo, mais amplo e mais desafiado do que aquele dos anos 1990. Forçar um segundo turno pode até reabrir o debate interno, mas dificilmente altera o rumo estratégico da legenda. Autor da reportagem: Rodrigo Lopes Jornalista Trabalhou na TV Record, O Globo, Conveiro Brasiliense, Hoje Em Dia, Jornal do Brasil, Isto É e o Estado de Minas. Foi vencedor do Prêmio Esso e do Prêmio Vladimir Herzog, um salário dos deputados estaduais em 2001 pelo Jornal Estado de Minas, é ganhador do Prêmio Esso Mensalão Tucano em 2005 pelo Globo Envelope Recent Posts All Post Economia Empresa Esporte Justiça Politica Sociedade Violência PT elege novo presidente; Edinho é o favorito com apoio de Lula julho 11, 2025 Nikolas irrita clã Bolsonaro ao se aproximar de Tarcísio Freitas julho 11, 2025 Tarifa de Trump acende alerta no PL e ameaça reduto bolsonarista julho 11, 2025 Categories Esporte (2) Politica (3) Uncategorized (1) Edit Template Você pode querer ler também CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 A Odisseia dos Tontos: prefeitos fazem turismo em Israel -julho 11, 2025 Pluralidade e fidelidade partidária Completam a disputa Romênio Pereira (Movimento PT), 65 anos, dirigente fiel ao partido e quadro histórico, e Valter Pomar (Articulação de Esquerda), 58 anos, defensor de um PT mais combativo à esquerda, mas sem capilaridade eleitoral nas instâncias nacionais. Ambos contribuem para manter a tradição petista de pluralidade e debate interno, mas a disputa real está entre a confiança de Lula e o desejo de setores minoritários de reabrir discussões superadas. Militância mobilizada para decidir os próximos passos da lutaA votação será feita por cédulas de papel em praticamente todo o país, com exceção de 16 estados onde o uso de urnas eletrônicas foi autorizado. O resultado deve ser divulgado ao longo da semana, incluindo também a composição das direções estaduais e municipais. O PT, mesmo com décadas de história, continua sendo um partido em movimento. E mais uma vez, a militância tem a chance de decidir os rumos da legenda que mudou o Brasil, reconstruiu o país e hoje sustenta o único projeto popular e democrático no poder. Mais lidas CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 Mais recentes Tarifa de Trump acende alerta no PL e ameaça reduto bolsonarista Byfinanceiro@skillmarketing.com.br-julho 11, 2025 A Odisseia dos Tontos: prefeitos fazem turismo em Israel Byfinanceiro@skillmarketing.com.br-julho 11, 2025

Debate sobre super-ricos vira disputa entre Lula e oposição

Agência Brasil Três posses do presidente Lula Debate sobre super-ricos vira disputa entre Lula e oposição Entre 17 de junho e 4 de julho, mais de 1 milhão de publicações abordaram o tema nas redes sociais O debate sobre a taxação de grandes fortunas, impulsionado por influenciadores alinhados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou destaque nas redes sociais e reacendeu a polarização política no ambiente digital. A proposta, apresentada como uma forma de justiça fiscal, foi difundida com o slogan “Taxação dos Super-Ricos” e mobilizou diversos perfis de apoio ao governo federal. De acordo com levantamento da consultoria Bites , entre os dias 17 de junho e 4 de julho, mais de 1 milhão de publicações abordaram o tema nas redes sociais, indicando que a agenda conseguiu repercutir amplamente para além dos canais oficiais do governo. Reação da oposição bolsonarista A oposição, inicialmente silenciosa diante do tema, passou a se manifestar com mais intensidade após um protesto realizado por movimentos sociais de esquerda — como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Frente Povo Sem Medo — que ocuparam temporariamente a sede do banco Itaú BBA, localizada na Avenida Faria Lima, em São Paulo. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o senador Rogério Marinho (PL) criticaram a ação e associaram o protesto às falas do presidente Lula sobre a taxação dos super-ricos. Nikolas afirmou nas redes sociais que “manifestantes de extrema-esquerda” invadiram o local no mesmo dia em que o presidente exibiu um cartaz sobre o tema em um evento em Salvador, sugerindo que Lula poderia estar estimulando ações radicais. Já o senador Rogério Marinho declarou que o governo estaria promovendo uma divisão artificial no país, ao tratar o debate como um confronto entre “ricos e pobres” ou “patrões e trabalhadores”. Autor da reportagem: Rodrigo Lopes Jornalista Trabalhou na TV Record, O Globo, Conveiro Brasiliense, Hoje Em Dia, Jornal do Brasil, Isto É e o Estado de Minas. Foi vencedor do Prêmio Esso e do Prêmio Vladimir Herzog, um salário dos deputados estaduais em 2001 pelo Jornal Estado de Minas, é ganhador do Prêmio Esso Mensalão Tucano em 2005 pelo Globo Envelope Recent Posts All Post Economia Empresa Esporte Justiça Politica Sociedade Violência Clã Bolsonaro usa Trump para tentar obstruir a Justiça brasileira julho 15, 2025 Vereadores de Minas aprovam auxílio-alimentação de R$ 9 mil julho 15, 2025 Derrota de Bolsonaro: tarifaço enterra PL da Anistia na Câmara julho 15, 2025 Categories Economia (1) Esporte (2) Justiça (1) Politica (6) Sociedade (1) Uncategorized (1) Edit Template Você pode querer ler também CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 A Odisseia dos Tontos: prefeitos fazem turismo em Israel -julho 11, 2025 Influenciadores lulistas organizam resposta Em resposta às críticas, influenciadores digitais ligados ao governo federal reagiram por meio de grupos de WhatsApp criados e organizados por dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT). Um desses grupos, nomeado “Clube de Influência de Lula”, reúne mais de 300 integrantes, segundo relatos, e tem sido utilizado para coordenar postagens e campanhas nas redes sociais. Em mensagens compartilhadas no grupo, membros sugeriram formas de responder às críticas de Nikolas Ferreira, utilizando o mesmo slogan adotado pelos governistas — “BBB”, sigla para bilionários, bancos e bets (casas de apostas) — e adaptando-o para atacar os opositores. Algumas mensagens também trouxeram referências pessoais ao deputado, mencionando casos envolvendo familiares. Perfis como “Petistas de Coração” e “Eu tô com Lula”, que juntos somam quase 800 mil seguidores no Instagram, compartilharam conteúdos alinhados a essa estratégia de resposta, reiterando o discurso de que a taxação é necessária para equilibrar a carga tributária brasileira. Disputa por narrativas segue intensa A troca de mensagens e publicações entre os dois campos evidencia como os debates econômicos e políticos continuam sendo instrumentalizados nas redes sociais por meio de campanhas coordenadas. Enquanto o governo busca popularizar a pauta da taxação com apelo social, a oposição tenta associar a proposta a radicalismos e ataques ao setor produtivo. A dinâmica reflete o ambiente digital altamente polarizado, no qual ações políticas e manifestações públicas são rapidamente absorvidas por disputas narrativas, hashtags e mobilizações coordenadas. A discussão sobre justiça fiscal, embora relevante para o país, acaba muitas vezes ofuscada pela retórica partidária e pelo embate digital. Mais lidas CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 Mais recentes Derrota de Bolsonaro: tarifaço enterra PL da Anistia na Câmara Byfinanceiro@skillmarketing.com.br-julho 15, 2025 PT elege novo presidente; Edinho é o favorito com apoio de Lula Byfinanceiro@skillmarketing.com.br-julho 11, 2025

Vale recolhia material no lixo para utilizar em explosões na mina

Rede social Equipe da Vale Vale recolhia material no lixo para utilizar em explosões na mina Justiça reconhece prática degradante e risco extremo à segurança em Ouro Preto (MG); trabalhador também era impedido de usar o banheiro A mineradora Vale, uma das maiores do mundo, foi condenada pela Justiça do Trabalho de Minas Gerais (TRT) por submeter seus empregados a riscos graves durante o manuseio de explosivos numa mina localizada na região de Mariana (MG). O local, que já carrega o trauma  do maior desastre ambiental do país — o rompimento da barragem de Fundão, em 2015  – agora volta ao noticiário por práticas que revelam negligência reincidente. De acordo com a sentença da juíza Marcela Drumond, da Vara do Trabalho de Ouro Preto, mantida pelo desembargador Marcelo Lamego Pertence, a empresa orientava seus empregados a recolher materiais descartáveis em lixeiras para marcar os pontos de perfuração nas rochas, que depois receberiam explosivos de alta potência. A prática, afirma a juíza, configura “grave violação às normas de segurança do trabalho”. Copos sujos como ferramenta de campo João Orestes Pinto, funcionário da Vale à época, revelou que era comum usar copos plásticos retirados do lixo — muitos com restos de alimentos — para demarcar os furos nas rochas. Testemunhas ouvidas pela Justiça confirmaram a rotina: entre 100 e 150 copos precisavam ser coletados todos os dias. Às vezes com luvas, outras vezes sem, os trabalhadores disputavam resíduos das lixeiras da portaria e do restaurante da empresa. A cena é digna de um roteiro distópico: trabalhadores da maior  mineradora do país improvisando com lixo reciclado em uma das etapas mais perigosas da mineração. Não por escolha, mas por falta de fornecimento básico de materiais. Para João, a situação era “vexatória”. Especialista: “Improvisar com explosivo é crime anunciado” Para o advogado trabalhista Ítalo Samuel Cardo de Jesus, a prática é absolutamente inaceitável e assemelha-se a “brincar com pólvora no escuro”. Ele alerta que a utilização de resíduos como ferramenta de campo evidencia uma cultura empresarial que ignora normas básicas de segurança, mesmo após tragédias que já custaram vidas e milhões de reais em indenizações. “É impensável que uma empresa do porte da Vale ainda exponha seus funcionários a esse tipo de risco. A prática reforça um padrão de desprezo pela integridade física dos trabalhadores” , afirma o especialista. Autor da reportagem: Rodrigo Lopes Jornalista Trabalhou na TV Record, O Globo, Conveiro Brasiliense, Hoje Em Dia, Jornal do Brasil, Isto É e o Estado de Minas. Foi vencedor do Prêmio Esso e do Prêmio Vladimir Herzog, um salário dos deputados estaduais em 2001 pelo Jornal Estado de Minas, é ganhador do Prêmio Esso Mensalão Tucano em 2005 pelo Globo Envelope Recent Posts All Post Economia Empresa Esporte Justiça Politica Sociedade Violência Vale recolhia material no lixo para utilizar em explosões na mina julho 15, 2025 Clã Bolsonaro usa Trump para tentar obstruir a Justiça brasileira julho 15, 2025 Vereadores de Minas aprovam auxílio-alimentação de R$ 9 mil julho 15, 2025 Categories Economia (2) Empresa (1) Esporte (2) Justiça (1) Politica (7) Sociedade (1) Uncategorized (1) Edit Template Você pode querer ler também CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 A Odisseia dos Tontos: prefeitos fazem turismo em Israel -julho 11, 2025 Ouro Preto em risco: ameaça extrapola os muros da mineradora A mina alvo da condenação está situada na região de Ouro Preto, cidade histórica tombada pela Unesco como patrimônio da humanidade. A decisão judicial ressalta que as consequências de uma falha vão muito além da empresa: atingem a comunidade, a estrutura urbana e o legado cultural da região. Imagem da Vale volta a sofrer abalos Mesmo após os desastres de Mariana (2015) e Brumadinho (2019), a Vale continua enfrentando dificuldades para manter padrões mínimos de segurança. A condenação obriga a empresa a pagar R$ 300 mil por danos morais coletivos e determina que a prática seja definitivamente abandonada.  Autor da ação, João Orestes Pinto recorreu pedindo o aumento do valor da indenização por danos morais, fixado na origem em R$ 10 mil. Alegou que a atual quantia não está adequada à extensão do dano, à gravidade da conduta e, especialmente, à capacidade financeira da mineradora. Procurada, a mineradora ainda não se pronunciou sobre a decisão. Mais lidas CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 Mais recentes Vereadores de Minas aprovam auxílio-alimentação de R$ 9 mil Byfinanceiro@skillmarketing.com.br-julho 15, 2025 Derrota de Bolsonaro: tarifaço enterra PL da Anistia na Câmara Byfinanceiro@skillmarketing.com.br-julho 15, 2025

PL banca Michelle com jato e verba, mas sofre racha interno

Rede social Valdemar e Michelle Bolsonaro PL banca Michelle com jato e verba, mas sofre racha interno Enquanto o partido despeja milhões na ex-primeira-dama, aliados se mordem de inveja e o bolsonarismo se divide — a fatura alta pode sair cara Desde que assumiu a presidência do PL Mulher, Michelle Bolsonaro passou a ocupar um papel central no tabuleiro político traçado por Valdemar Costa Neto. Com um orçamento de R$ 860 mil mensais — montante que inclui salários de assessores e despesas com viagens —, a ex-primeira-dama transformou sua agenda política em uma vitrine itinerante. O uso do jato Bombardier Learjet 45 nas eleições municipais de 2024, ao custo de R$ 4,8 milhões para o partido, é o exemplo mais eloquente do investimento pessoal que Valdemar tem feito em sua nova aposta eleitoral. O tratamento VIP, porém, não passou despercebido dentro da legenda. A diferença de recursos destinados a Michelle e a outros expoentes do partido, como o próprio Eduardo Bolsonaro, tem gerado desconforto e ciúmes. Em um partido onde o culto à figura do ex-presidente Jair Bolsonaro ainda é dominante, a ascensão meteórica de Michelle — amparada por cifras e estrutura — não parece ser unanimidade nem mesmo entre os aliados mais próximos da família. O carisma como ativo e o controle como meta O crescimento de 14% no número de filiadas ao PL Mulher entre 2023 e 2024 é, sem dúvida, um dado relevante. Mas os bastidores revelam que Valdemar Costa Neto vê na ex-primeira-dama uma personagem moldável. Alguém com carisma popular e forte apelo entre o eleitorado evangélico, mas ainda politicamente inexperiente — portanto, mais suscetível à orientação da cúpula partidária. A intenção de controlar, no entanto, encontra resistência. Michelle, embora discreta diante da imprensa, tem fama de temperamento difícil e baixa tolerância à contestação. Esse traço, que durante a gestão como primeira-dama ficava mascarado por um papel institucional, agora aparece como obstáculo dentro da engrenagem política do PL. Para um partido acostumado ao pragmatismo e à hierarquia, ter uma liderança que não aceita ser contrariada pode custar caro. O bolsonarismo dividido diante de Michelle As tensões internas no campo bolsonarista também são visíveis. A divulgação de críticas por parte de Mauro Cid e Fabio Wajngarten, além da ausência de apoio público dos filhos de Bolsonaro à eventual candidatura de Michelle, mostram que a unanimidade é uma miragem. Não é trivial que Cid tenha preferido declarar voto em Lula a apoiá-la — um gesto que, por mais simbólico que seja, expõe as fissuras que Valdemar tenta ignorar ao investir nela como alternativa eleitoral. As pesquisas recentes do Datafolha apontam que Michelle é, sim, competitiva. Mas seu desempenho está longe de ser avassalador: perde no segundo turno por margem estreita para Lula (46% a 42%) e ainda não consolidou base política própria. É, por enquanto, uma candidatura empacotada — cara, vistosa e frágil. Autor da reportagem: Rodrigo Lopes Jornalista Trabalhou na TV Record, O Globo, Conveiro Brasiliense, Hoje Em Dia, Jornal do Brasil, Isto É e o Estado de Minas. Foi vencedor do Prêmio Esso e do Prêmio Vladimir Herzog, um salário dos deputados estaduais em 2001 pelo Jornal Estado de Minas, é ganhador do Prêmio Esso Mensalão Tucano em 2005 pelo Globo Envelope Recent Posts All Post Economia Empresa Esporte Justiça Politica Sociedade Violência PL banca Michelle com jato e verba, mas sofre racha interno julho 15, 2025 Vale recolhia material no lixo para utilizar em explosões na mina julho 15, 2025 Clã Bolsonaro usa Trump para tentar obstruir a Justiça brasileira julho 15, 2025 Categories Economia (3) Empresa (2) Esporte (2) Justiça (1) Politica (8) Sociedade (1) Uncategorized (1) Edit Template Você pode querer ler também CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 A Odisseia dos Tontos: prefeitos fazem turismo em Israel -julho 11, 2025 O preço da ambição e o risco do cálculo excessivo Michelle Bolsonaro é hoje um dos maiores investimentos políticos do PL. Mas também é uma aposta de risco. O partido que cresceu surfando na popularidade de Jair Bolsonaro agora tenta fabricar uma nova figura com potencial eleitoral. O problema é que carisma não compra lealdade, nem estrutura milionária resolve impasses internos. Se Michelle conseguir se viabilizar como candidata competitiva, Valdemar colherá os frutos. Mas, se o projeto fracassar, o partido terá bancado uma aventura pessoal — luxuosa, centralizada e com fatura elevada — que pode custar mais que dinheiro: pode custar poder. Mais lidas CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 Mais recentes Clã Bolsonaro usa Trump para tentar obstruir a Justiça brasileira Byfinanceiro@skillmarketing.com.br-julho 15, 2025 Vereadores de Minas aprovam auxílio-alimentação de R$ 9 mil Byfinanceiro@skillmarketing.com.br-julho 15, 2025

Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira

Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira Estádio celebra trajetória marcada por gols históricos, grandes shows e a memória do jornalista Mário Filho No dia 16 de junho de 2025, o Estádio do Maracanã completou 75 anos de história. Inaugurado em 1950, tornou-se não apenas o principal palco do futebol brasileiro, mas também uma das arenas esportivas mais emblemáticas do mundo. Desde o primeiro gol — marcado por Didi, em um confronto entre as seleções de São Paulo e do Rio de Janeiro — o “Maraca”, como é carinhosamente chamado, foi cenário de momentos inesquecíveis do esporte e da cultura. Foi ali que quase 200 mil torcedores testemunharam, com lágrimas nos olhos, a derrota do Brasil para o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950, no maior público já registrado no estádio: 199.854 pessoas. Também foi lá que Pelé marcou seu milésimo gol, contra o Vasco, em 1969, e onde Zico se consagrou como maior artilheiro da história do estádio, com 333 gols. Além do futebol, o Maracanã firmou-se como espaço multicultural. Em 1980, recebeu o lendário show de Frank Sinatra, em uma noite chuvosa diante de um público estimado entre 145 mil e 170 mil pessoas — a maior plateia da carreira do cantor norte-americano. Em 1991, o estádio sediou uma edição histórica do Rock in Rio, abrindo caminho para apresentações de Paul McCartney, Madonna, Rolling Stones, entre outros ícones da música mundial. Autor da reportagem: Luciano França da Silveira Junior Jornalista Graduado em Comunicação – Jornalismo pela Unepa, e com uma carreira comoProcurador de Justiça aposentado do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Facebook Recent Posts All Post Economia Empresa Esporte Justiça Politica Sociedade Violência Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira julho 11, 2025 CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição julho 10, 2025 Dream Life in Paris Questions explained agreeable preferred strangers too him her son. Set put shyness offices his females him distant. Explore More Categories Esporte (1) Uncategorized (1) Edit Template Você pode querer ler também Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Mais lidas CPMI do INSS vira campo de batalha entre governo e oposição -julho 10, 2025 Maracanã: 75 Anos do Templo do Futebol e da cultura brasileira -julho 11, 2025 Mais recentes No Posts Found!