Comitiva de prefeitos brasileiros foi a Israel atraída pelo canto da sereia sionista e deu com os burros n’água
Tudo regado a muitas mordomias oferecidas pelo anfitrião, incluindo a realização de turismo num território que atualmente exala cheiro de carne humana queimada e de morte.
Uma terra irrigada pelas lágrimas de crianças órfãs e famintas, uma região manchada pelo sangue de milhares de vítimas inocentes atingidas por bombas israelenses despejadas sem piedade sobre suas cabeças.
Não bastasse isso, os prefeitos taparam o nariz e fizeram questão de ignorar o que se passa na Faixa de Gaza. Hoje, um cenário dantesco produzido por Netanyahu e pelas mãos invisíveis de seus cúmplices, que querem higienizar a área eliminando a população palestina, com o propósito de transformar a região numa nova colônia israelense e em um balneário de luxo para bilionários.
Atuou como repórter e editor nas redações da Folha de São Paulo, Estado de Minas, Diário do Comércio, Record TV e Hoje em Dia, onde foi, respectivamente, diretor institucional e de jornalismo.
Episódio revelador
O episódio protagonizado pelos tontos prefeitos e seus assessores é revelador.
Não apenas da irresponsabilidade política e da falta de sensibilidade social demonstrada pelo grupo de aventureiros.
Mas, sobretudo, da sua incapacidade de manifestar um mínimo de compaixão para com o povo palestino.
Não disseram uma única palavra sobre as milhares de pessoas, entre mulheres e crianças, massacradas pelo ódio desmedido espalhado pelo exército israelense.
Nenhuma menção a essa realidade repugnante e desoladora vivida a pouco mais de 70 quilômetros de Tel Aviv, onde suas excelências estavam acomodadas.
Nem mesmo quando o anfitrião declarou guerra contra o Irã e demonstrou sua total indiferença e desrespeito aos seu grupo de convidados, expondo-os ao perigo de serem atingidos por algum míssel.
Ou quando foram obrigados a se refugiarem em bunkers para se proteger dos bombardeios iranianos.
Na chegada à Jordânia nesta segunda-feira (16), para onde foram levados escoltados, também nada. Nenhuma declaração crítica sobre o que presenciaram. Vamos aguardar se mudarão de opinião quando chegarem ao Brasil. Será?
Os protagonistas
Álvaro Damião Vieira da Paz – prefeito de Belo Horizonte (MG)
Cícero Lucena – prefeito de João Pessoa (PB)
Welberth Porto – prefeito de Macaé (RJ)
Johnny Maycon – prefeito de Nova Friburgo (RJ)
Claudia da Silva – vice-prefeita de Goiânia (GO)
Janete Aparecida Silva Oliveira – vice-prefeita de Divinópolis (MG)
Márcio Lobato Rodrigues – Secretário de Segurança Pública de Belo Horizonte (MG)
Davi de Mattos Carreiro – chefe executivo do Centro de Inteligência, Vigilância e Tecnologia de Segurança Pública do Rio de Janeiro (Civitas)
Gilson Chagas – secretário de Segurança Pública de Niterói (RJ)
Francisco Vagner Gutemberg de Araújo – secretário de Planejamento de Natal (RN)
Flavio Guimarães Bittencourt do Valle – vereador do Rio de Janeiro (RJ)
Francisco Nélio – tesoureiro da Confederação Nacional de Municípios (CNM)
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